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Observando Aquele Instante

O coração suplica. 

Sentindo-se como um saco plástico
Dando voltas, mas lentamente indo para lugar nenhum
Cachoeiras dentro dos meus olhos
Eu estou do outro lado? Estou sonhando?
Me segurando na barbatana de um golfinho
Ele me ajuda a nadar onde eu não consigo..
"Perca sua mente"

Perca sua Mente

Cem mil borboletas
Flutuando no céu laranja acima da minha cabeça
Eu vago sozinho como uma nuvem
Flutuando acima do solo com aviões
Eu ouço o som de beija-flores
O som mais doce que eu já ouvi, não consigo descrever

Você alegra meu coração quando o resto de mim está triste.
Você me encanta, mesmo quando não está por perto.
Você me tem algemado em um abraço.
Você me segura firmemente dentro de seu aperto.
Você me fez perder todo meu fôlego…
Como você permite eu ter meu coração fora do meu peito?

O AMOR

O amor é cheio de faces e muitas vezes parece esgotado, mas bem dizia Nelson Rodrigues: “ Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor.”

O eterno não cabe em si, descabe-se em todas as suas formas, por isso mesmo variável. Amor não acaba, amor apenas tem andamento, roupas, formas, rugas e pele lisa. O amor fica e transforma-se, morre e renasce complementado de um novo amor.

O grande enigma do amor talvez viva na sua flexibilidade frente as nossas idealizações. Amor não é comercial de margarina. Amor é todo dia mesmo quando se ausenta por dias, e continua sendo amor mesmo quando já não é amor em gestos. O amor vive nos gestos, mas mais do que isso, sobrevive aos gestos.

Às vezes ama-se em silêncio e em críticas. Amar é baguette e café, é almoço mais ou menos ou festa de Babette. O amor cabe e descabe em si. Amar é ter raiva também, sabendo-se estar despido de medidas perfeitas. O amor possível só existe dentro do que cabe em nós, em nossa vida real. Amor com cenário tem validade como tendência de moda.

Amar alguém é desnudar-se e manter-se vestido suficientemente para que haja a compreensão de que amar não é apropriar-se. É conseguir olhar o outro distante do olhar da procura dos que nos falta. É afastar-se de preencher desejos ocultos e construir desejos juntos. O outro é o outro com possibilidade do pronome nós sem gigantismos, sem tentáculos. Ser continuamente metade é abrir portas para o amor virar bengala. Ser inteiro é abrir portas para ser dois.

No amor não existe roteiro nem música ao fundo no momento exato. Também não existe certezas, apesar da certeza. Quando se ama não cabe códigos de desempenho, de facebook ou de Instagram. No facebook há uma tendência a felicidade e no Instagram uma tendência a lindeza, tudo devidamente ornamentado com coisas bonitas, comidas maravilhosas e objetos imperdíveis.

Nem sempre se ama feliz, nem sempre se ama lindo, nem sempre se tem fome. Muitas vezes se perde o apetite durante o amor.

Amar é conjugação infinita e pode parecer muito complicado, apenas porque esquecemos que pode ser simples.

Acho que essa é uma das músicas mais lindas que eu já escutei na minha vida!